Mostrar mensagens com a etiqueta Imigração. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Imigração. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

FRANÇA: IMIGRANTES SEM PAPEIS FAZEM GREVE E OCUPAÇÕES



Em França, um movimento de luta dos imigrantes sem papéis, com greves e ocupações, que teve início em 12 de Outubro, está a crescer e a ampliar-se, exigindo a regularização de todas e todos. O movimento, apoiado por sindicatos, associações e partidos de esquerda, envolve já mais de 5.000 imigrantes.
No dia 1 de Outubro, organizações e centrais sindicais (entre as quais CGT, CFDT e Solidaires) e outras associações enviaram uma carta ao primeiro ministro francês solicitando uma circular ministerial, que permita a regularização dos trabalhadores e das trabalhadoras imigrantes que não têm papéis.
A 12 de Outubro estes trabalhadores e trabalhadoras iniciaram um movimento de greves e ocupações, no seu local de trabalho ou no sector de actividade, que não tem parado de crescer. A mobilização tem sido mais forte nos trabalhadores dos sectores da construção civil e obras públicas, limpeza, segurança e restauração.
Um site de solidariedade (
Solidarité avec les travailleurs-euses « sans-papiers » en grève) divulga notícias e tem uma petição, subscrita por centrais sindicais, associações e partidos de esquerda e que está a recolher assinaturas.
Nesta Terça feira 10 de Novembro, o presidente da Câmara de Paris, Bertrand Delanoë, escreveu ao primeiro ministro pedindo-lhe que "flexibilize as condições de regularização dos trabalhadores sem papéis", pois constata que o movimento "toma diariamente maior amplitude" e está preocupado que o movimento, por falta de negociação, venha a "perturbar a actividade económica da capital".
O movimento reivindica que a circular ministerial permita a regularização da(o)s trabalhadora(e)s, independentemente do seu "estatuto, situação, nacionalidade e sector de actividade". Pretendem ainda que a circular contenha "definição de critérios melhorados, simplificados e aplicados ao conjunto do território nacional", igualdade de tratamento e procedimento estandardizado.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

ONU: RELATÓRIO DESMONTA MITOS SOBRE IMIGRAÇÃO


Algumas ideias feitas sobre a imigração no mundo são desmontadas pelo Relatório de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas divulgado esta segunda-feira, que mostra que apenas um terço das migrações internacionais se dá de um país em desenvolvimento para um país desenvolvido: menos de 70 milhões de um total de 200 milhões de migrantes. A maioria desloca-se de um país em desenvolvimento para outro, ou de um país desenvolvido para outro. Além disso, o relatório mostra que a maioria das migrações são internas aos próprios países e que menos de 1% dos africanos migraram para a Europa.
O relatório traz assim uma nova luz aos debates sobre a imigração na Europa, em que aqueles que defendem o endurecimento das políticas de controlo de fronteiras e o levantamento de verdadeiros muros em torno de uma Europa-fortaleza sempre argumentam que o continente europeu não pode receber migrações maciças da África. Mas o relatório da ONU mostra que os povos dos países mais pobres são os que menos mobilidade têm - e é por isso que menos de um por cento dos africanos se mudaram para a Europa.
De facto, diz o relatório, "a História e evidências contemporâneas sugerem que o desenvolvimento e a migração caminham de mãos dadas: o índice médio de emigração de um país de baixo desenvolvimento humano é inferior a 4%, comparado com mais de 8% em países de altos níveis de desenvolvimento humano." Isto é, há mais emigrantes de países ricos, em percentagem, que dos pobres.
O relatório também mostra que a maior parte das pessoas desloca-se dentro do seu próprio país e não além-fronteiras. Estima-se que aproximadamente haja 740 milhões de migrantes internos e 200 milhões de migrantes internacionais - dos quais menos de 70 milhões saíram de um país pobre para um rico.
A maioria dos migrantes obtém melhoria nas suas vidas, na forma de melhores rendimentos, melhor acesso à saúde e educação, e melhores perspectivas de vida para os filhos. Por isso, uma vez ultrapassadas as barreiras iniciais e estabelecidos no seu destino, os imigrantes aderem mais facilmente que os locais a sindicatos ou grupos religiosos e outros, e a maioria sente-se feliz com a sua situação. Isto é, desde que lhes seja dada a possibilidade de se estabelecerem, os imigrantes integram-se com facilidade nos países de acolhimento.
Os que migram devido a insegurança ou guerra são cerca de 14 milhões e representam 7% dos migrantes no mundo. A maioria mantém-se próxima ao país que tiveram de abandonar, na esperança de retornar.Confira
aqui